Importância da simplicidade
Para Millor Machado, “criar um produto simples não é fácil, mas o esforço traz um diferencial competitivo”
Quando analisamos produtos inovadores, a importância da simplicidade é um tema que sempre ganha destaque para indicar os produtos que possuem maior chance de sucesso. Com essa premissa em mente, as empresas precisam saber que criar um produto simples não é fácil, mas que esse esforço trará um grande diferencial competitivo.
Alcançar a simplicidade exige investimento de tempo e dinheiro.
Além de certa dose de arte e genialidade no desenvolvimento do produto,
a criação de um produto simples exige um contato constante com os
usuários. Muito mais importante do que as ideias da equipe de projeto,
ouvir o usuário é a melhor forma de saber o que o mercado realmente
precisa e entender como melhorar o produto para tornar seu uso mais
simplificado.
Produtos simples geram redução de custo na criação de material
publicitário e de suporte, além do destaque no mercado e consequente
aumento nas vendas. Quanto mais intuitivo for seu uso, menos a empresa
precisará investir em estratégias de comunicação atrativas, manuais de
instrução e suporte ao usuário. Isso significa que além do uso ser
simples, também é fundamental que os benefícios do produto a seu
público-alvo sejam comunicados de forma simples na campanha de
vendas.
Isso acontece porque produtos simples são entendidos mais
rapidamente. Eles não só diminuem a necessidade de tirar dúvidas, como
ainda facilita muito a vida do usuário quando ele quiser demonstrar seu
funcionamento e indicá-lo para seus amigos, familiares e colegas de
trabalho. Quanto menos atrito a mensagem tiver, mais facilmente ela se
espalhará e posicionará o produto como referência no mercado.
Um exemplo do poder da combinação da simplicidade de uso com
simplicidade na comunicação vem da Apple. Pensar em uma empresa de
computadores produzindo mp3 players, telefones e câmeras pareceria uma
ideia esdrúxula caso não conhecêssemos a Apple. Alguém consegue
imaginar um mp3 player ou um telefone criados pela IBM?
Nesse caso, a empresa não se posiciona apenas como uma fabricante
de computadores. Ao pensarmos na Apple, imaginamos dispositivos
multimídia extremamente fáceis de usar, com grande interação com a
internet e possibilidade de integração com aplicativos diversos para
facilitar o dia a dia. Seja qual for o dispositivo, no primeiro contato
já temos uma boa noção de como ele irá funcionar e quais suas
aplicações em nosso cotidiano.
Um ponto importante é que a simplicidade não é importante apenas
para produtos de tecnologia. Mesmo prestadores de serviço precisam
sempre avaliar a simplicidade de sua comunicação ao se fazer as
seguintes perguntas:
- Os principais benefícios do meu produto/serviço são demonstrados
de forma clara?
- Ao fazer a compra, o cliente saberá exatamente como usufruir dos
benefícios do meu produto/serviço?
- Caso aconteçam problemas que não haviam sido previstos, como
irei resolvê-los?
- Existem formas claras para que o cliente possa reportar
problemas e enviar sugestões de melhoria?
- Eu consigo explicar meu produto/serviço em menos de 30 segundos
para alguém que não é do meu mercado?
Caso a resposta para alguma dessas perguntas seja “não”, a empresa
precisa urgentemente reavaliar seus processos e refiná-los até que
soluções para esses problemas sejam encontradas.
Como dito antes, criar produtos e serviços simples é um
investimento. Como qualquer investimento, possui um custo de tempo e
dinheiro em prol de resultados no longo prazo. Cada segundo gasto para
deixar o produto mais simples será compensado na economia de tempo para
resolução de problemas futuros.
Lembre-se que simplicidade é o resultado de um processo
extremamente complexo para fazer um produto realizar as tarefas
desejadas da forma mais intuitiva possível. Alcançar esse estágio de
simplicidade é um processo extremamente complexo, mas que irá
diferenciar os produtos “comoditizados” das verdadeiras obras de arte
que tomarão a liderança do mercado.
Fonte: Mundo Marketing
